Falar Verdade - 1

AHBPAD001O Conselho de Administração (CA) da AHBP privilegia o diálogo e prefere resolver os problemas com bom senso.
Mas há quem só se satisfaça com conflitos, acusações, mentiras e insultos. E também há quem desses se sirva para levar por diante os seus interesses.
As sucessivas falsidades com que o CA tem sido atacado e caluniado obrigam-no a ter que lembrar algumas verdades.
Importa que ninguém continue enganado a não ser aqueles a quem o 'engano' dá jeito.

 


O vogal Lourenço Martins divulgou há dias um email para reinventar os acontecimentos dos últimos meses e apresentar-se como quem "está realmente interessado no bem da AHBP e do seu Corpo de Bombeiros"
Mas vejamos o que se esconde por detrás dessa simpática declaração e como, com mentiras e omissões, procura manipular quem ainda lhe dá atenção.

1. Sobre a cooptação

Disse ele que em 26 de setembro foi cooptado presidente do CA e que essa escolha "é válida até à próxima Assembleia Geral eleitoral, conforme Artº 9 do Código Civil e Artº 21 da Lei 32/2007 de 13 de agosto"
Cita legislação para parecer sério mas quem for ver os artigos citados verificará que não dizem nada daquilo que ele refere. Mas ele gosta de usar os textos legais para 'deitar areia para os olhos' e, neste caso, acrescenta, da sua cabeça, a palavra 'eleitoral' que aqui faz toda a diferença.
Na verdade o que interessa neste assunto é o artigo 42º dos Estatutos da AHBP (https://ahbp.pt/index.php/associacao/estatutos) que, em conformidade com a legislação aplicável, diz exatamente:
"No caso de vacatura de um cargo, será o mesmo preenchido por cooptação de entre os membros do Conselho de Administração, até à próxima Assembleia Geral." Foi o que sucedeu e, dado que a Assembleia Geral seguinte à cooptação se realizou em 27 de dezembro de 2018 nessa data cessou essa cooptação do vogal em questão o que foi constatado na reunião do CA de 8 de março de 2019.

2. Sobre o seu exercício da presidência

Diz o "ilustre" vogal que "a partir desta data (27 de setembro de 2018) Jorge Lourenço Martins passou a exercer, sem problemas, as funções de Presidente do Conselho de Administração da Associação até que 4 membros da Direção(…)começaram a não gostar da sua presidência. Isto acontece quando o Presidente Jorge Lourenço Martins, a partir de uma suspeita que lhe é comunicada e que verificou ser verdadeira, avança com uma denúncia na justiça"

É uma narrativa simplista mas, no entanto, a verdade é bem diferente.
Na realidade em 27 de setembro o então presidente cooptado prometia agir com bom senso e respeitando a colegialidade do CA. Até escreveu:
"Procurarei não desiludir (…) e quero deixar claro que não serei o patrão do meu ilustre amigo e senhor 1º Vive Presidente Rodrigues Soares, a escandalizar o Dr. Tiago Favinha… nem tão pouco serei o patrão de qualquer outro membro do Conselho de Administração.(…)
O meu tempo de Presidência será ocupado a ouvir os membros respetivos nas reuniões do C A e a executar ou procurar fazer executar as deliberações do Órgão, no respeito pelas normas e por quem as fiscaliza. E não a ser o patrão de qualquer dos meus PARES. (…) Lourenço Martins - Presidente eleito do C A, com posse marcada"

Mas depressa começou a revelar a sua faceta, até aí dissimulada, com tiques de autoritarismo e centralizando em si todas as deliberações. Começou a adotar decisões sem senso e a querer antecipar negociações importantes (algumas com relevância de milhões de euros) que deviam competir a futuros Órgãos Sociais e ter assegurada total transparência.
E, logo a seguir à Assembleia Geral de 27 de dezembro em que cessou a sua cooptação como presidente, começou a montar a 'armadilha' com que se quis perpetuar como 'dono' da AHBP.
Foi quando alguns outros passaram a manipulá-lo para defenderem os seus 'segredos' e interesses.
Lembremos que logo em 15.1.2019 anunciou a todos os associados que se ia candidatar para continuar a ser presidente.

"Está em reta final o mandato dos atuais Órgãos Sociais. (…)
Os associados podem candidatar-se a uma lista por si encabeçada, ou escolherem uma outra encabeçada pelo atual Presidente do Conselho de Administração, manifestando a sua preferência pelo Órgão Social a que desejem pertencer.
As candidaturas que forem formalizadas, serão dadas a conhecer.
Com os meus cumprimentos Jorge Lourenço Martins - Presidente do Conselho de Administração"

E em 25.1.2019 dava mais um passo na "sua" armadilha com o anúncio a todos os associados.

"Um bombeiro chamou-me à atenção de que um membro do C A esteve domingo na sala da direção a fazer telefonemas para Associados a convidá-los ao voto…
E um outro [bombeiro] chamou-me à atenção de que era corrente haver mexidas nas fichas antigas para meter novos sócios "
(percebe-se quem terão sido os dois 'simpáticos' bombeiros. Com que objetivo?)

Para em 7.2.2019 completar aquilo que julgou ser a sua conquista do poder ao apresentar uma ação cível em que pedia ao Tribunal que lhe desse poder absoluto por, pelo menos, mais um ano:
"Assim vem requerer a V. Exa.:
1. Determine a expulsão dos Réus de Associados, [que eram todos os membros do CA que não tinham alinhado com o seu "assalto ao poder"] (…)
2. Ordenar aos quatro Réus que se abstenham de entrar nas instalações da Associação;
3. Determine que as reuniões do Conselho de Administração deixem de estar sujeitas ao quórum normal (…) e, determinando-se para tanto, o prazo mínimo de um ano, (…) [ou seja ele e a vogal Maria João Cunha (devidamente "ajudados" pelo comandante Pedro Araújo) sozinhos, com poder absoluto durante, pelo menos, mais um ano]
4. Determine que o período de duração do presente mandato dos órgãos sociais se prolongue até que haja condições para eleições;[sabe-se lá quando…]
5. Se determine qua a apresentação de contas após o conhecimento da posição da Finanças sobre o balanço a apresentar seja prolongado até ao conhecimento dessa mesma posição;[que não aconteceu até hoje nem nunca ocorrerá como ele quer]
6. Se condene os Réus a Indemnizarem a Autora, cada Réu a pagar um indemnização de 13.000,00 € por ofensa ao crédito e bom nome da mesma, o que totaliza, para efeitos de valor da causa, 52.000,00 €; (…)"
Obviamente o Tribunal, que entretanto não reconhece o vogal Lourenço Martins nem como presidente nem sequer como representante da AHBP, não aceitou nenhuma destas pretensões do douto advogado (ver Comunicado do CA) ainda que ele, depois de inúmeras e disparatadas insistências, tenha passado a agir, juntamente com um grupo de bombeiros, como se estes seus desejos tivessem sido autorizados.
Mas não foram e isso faz muita diferença.
Percebe-se que, em desespero, ele diga "muita confusão foi na cabeça da Exma. Magistrada!" mas isso não altera a verdade.

Estes são os factos. Estão documentados e podem ser verificados.

(continua)

Parede 5 de junho de 2019
O Conselho de Administração da AHBP.

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